Chacina: quatro jovens são executados a tiros – Polícia


Os quatro jovens, com idades entre 14 e 20 anos, caíram mortos dentro de uma casa abandonada, localizada na Rua Aguapé Verde
( FOTO: KLÉBER A. GONÇALVES )


Uma suposta disputa de poder entre membros de um mesmo grupo criminoso, deixou quatro mortos, na tarde de ontem, em Fortaleza. Entre as vítimas, está um adolescente de 14 anos.


Conforme a Polícia, pelo menos, seis homens chegaram à Rua Aguapé Verde, no Grande Bom Jardim, para vingar um duplo homicídio. Para despistar as vítimas, os suspeitos haviam marcado uma reunião de conciliação entre as partes. Contudo, o falso encontro não passava de uma emboscada.


Chegando ao local do crime, em uma casa abandonada, o bando que estava armado com pistolas calibres Ponto 40 e 380, disparou contra os rivais, que tiveram morte imediata. Nas paredes da residência, as iniciais do Comando Vermelho (CV), apontavam a possível ligação deles com a facção criminosa.


A ação ocorreu por volta de 15h. Em um veículo, de cor e placa não identificados, os suspeitos localizaram o imóvel, mas não puderam seguir porque um buraco aberto na rua impedia a passagem de carros. Eles teriam deixado o automóvel nas proximidades do logradouro para, então, consumar o crime e fugir.


Segundo informações do capitão PM Messias Mendes, que atendeu a ocorrência, duas das vítimas tinham envolvimento com o assassinato de outras duas pessoas, na última quarta-feira (4). Segundo o oficial, esses homicídios podem ter motivado a chacina.


“Eles teriam se reunido para fazer uma espécie de acordo, uma vez que há poucos dias, dois dos que morreram (na chacina) teriam matado um companheiro da pessoa que hoje teria feita essa revanche. Eles marcaram, mas, na verdade, teria sido o ‘cheiro do queijo’. Chegou um grupo de, aproximadamente, seis pessoas que executou todos os presentes dentro da casa”, detalhou o oficial.


Entre as vítimas da armadilha, está um menor de idade, identificado com Luiz Carlos de Oliveira, de 14 anos. Completam a lista, Rafael Bezerra Oliveira, 17; Adriano dos Santos Moreira, 20; Francisco Josué Araújo da Silva, 18. Dois deles, possuem antecedentes criminais, mas a Polícia Civil não informou quem são e nem os crimes aos quais eles respondiam.


Barraco


A residência onde ocorreu a chacina é conhecida pelos moradores da área como “barraco”, um lugar abandonado. Na fachada do imóvel de cor clara, e sem numeração, as iniciais da facção Comando Vermelho chamam a atenção. Para o capitão Messias “é provável” que as vítimas sejam membros do CV. “A gente não sabe até que nível elas têm ligação com essas facções”, diz, afirmando que a Polícia tem um ‘provável’ suspeito do crime.


Para uma das mães (identidade preservada), a morte do filho “que não tinha passagem” pode ser comparada a um filme de terror. “Parece um pesadelo. É triste você chegar e ver uma parte de você ali, caído no chão”, lamenta a mulher.

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