Cruzeiro 2 x 1 Ponte: o trem bala não para | ESPN FC

Costumo dizer que o Cruzeiro é um trem bala e a torcida, sua força motora. Eventualmente, um ou outro passageiro indesejado embarca, mas a história celeste mostra que para essas pessoas há sempre um destino final. Já o trem bala tem que sempre seguir em frente, apoiado pela imensa torcida azul, rumo à glória e aos títulos que fazem deste clube um gigante da América.

Nem bem se passaram 10 dias da conquista do penta da Copa do Brasil, os bastidores celestes sofreram turbulências políticas bastante pesadas. A saída de Bruno Vicintin e a entrada do polêmico Itair Machado provocaram alvoroços no mundo azul. Temia-se que um eventual desmanche do corpo diretivo pudesse respingar na performance do time, e o desânimo tomou conta das redes sociais.

Acredito que seja válido ligar o sinal amarelo e prestar muito bem atenção na trajetória do Itair no Cruzeiro. Ele, que não tem meu apoio, será cobrado diariamente e seus passos serão acompanhados bem de perto para que não cometa erros prejudiciais ao Cruzeiro. No entanto, é inadmissível alguns criarem clima de terror ou promoverem boicote a produtos oficiais e ao sócio-torcedor por conta de preferência de dirigente. A indignação tem que vir em forma de cobrança diária e nunca no sentido de prejudicar financeiramente o clube.

GazetaPress

Jogadores vibram com o gol do empate do Thiago Neves. Queremos mais vitórias!

O jogo contra a Ponte foi um teste importante para analisar a reação do time às mudanças que estão ocorrendo na diretoria. A vitória, de virada, foi fundamental para enterrar de uma vez por todas a hipótese de um time capisbaixo e desestimulado. Jogadores devem focar seus esforços no campo, cientes de que ninguém está acima da instituição Cruzeiro, conforme as palavras do capitão Henrique.

Outra boa notícia é a volta do zagueiro Manoel após longos meses longe dos gramados. Foi dele, inclusive, o gol que deu a vitória ao Cruzeiro. Manoel fez muita falta num setor que sofreu bastante com as atuações desastrosas de Caicedo e cia. A entrada do Murilo nas fases finais da Copa do Brasil deu aquele equilíbrio necessário para a zaga voltar a ser eficiente como na época da dupla Dedé e Manoel.

Sem opções de banco, porém, a eficiência do setor defensivo dependia demais de seus dois titulares, Leo e Murilo. Eventuais lesões poderiam ser extremamente prejudiciais ao grupo e é por isso que a volta do Manoel se torna um fato a ser comemorado. Com sua presença, também ganhamos força nas bolas aéreas.

A vitória celeste tem que ser duplamente comemorada por todos estes motivos e também porque somos torcedores exigentes. Nem mesmo a conquista da Copa do Brasil aplaca nossa sede de vitórias. Vamos então terminar o campeonato de forma digna, como uma instituição do tamanho do Cruzeiro merece. Este vai ser nosso cartão de visita para os times que irão nos enfrentar na Libertadores do ano que vem.

Melhor campanha do returno, 12 jogos de invencibilidade, quase impossível perder no Mineirão… Aqui é Cruzeiro Esporte Clube, amigo. Respeite!

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