Emoção e saudade: as homenagens às vítimas da tragédia da Chapecoense

Foto:
Tarla Wolski / Especial

Torcedores da Chapecoense e moradores de Chapecó  se reuniram na noite desta terça-feira para homenagear as vítimas do desastre aéreo que vitimou 71 pessoas há um ano. O grupo vai passar a madrugada na Arena Condá exatamente um ano depois da queda do avião na Colômbia. 

O município se vestiu em luto e nas cores do clube de futebol para fazer reverência aos mortos na colisão da aeronave da LaMia. Cerca de 300 pessoas foram da Catedral Santo Antônio até a Arena Condá. 

Com os instrumentos utilizados em dias de jogos, eles tocam músicas que embalaram o time na campanha que terminou às vésperas do primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana do ano passado. Entre elas o “Vamo, Vamo, Chape”, que voltou a soar há pouco mais de 10 dias, quando o time garantiu a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro.

—  Fiz questão de puxar o canto em forma de homenagem. Naquele dia a oração após a partida (2 a 1 sobre o Vitória) foi falando deles. Falamos pouco do assunto ao longo do ano para não ficarmos todo o tempo em luto. Mas naquele dia homenageamos os guerreiros da forma que comemoravam – disse o diretor de futebol João Carlos Maringá, que perdeu amigos no acidente e voltou ao clube em que trabalhou para ajudar em sua reconstrução.

Na casa do Verdão, a Arena Condá, torcedores colocaram bandeiras e faixas ao redor do gramado. Pelas ruas da cidade, são poucas as ruas e esquinas que não tenha algo que remeta ao clube ou homenageie as vítimas do acidente aéreo. 

A comoção foi grande no encontro no estádio. O grupo permaneceu em silêncio por alguns minutos até iluminar as arquibancadas de verde com sinalizadores e faixas em homenagens aos jogadores e funcionários do clube. 

Em espaço reservado para mensagens, a emoção e a saudade de quem se foi: 

 — Temos que demonstrar nossa gratidão a eles, pois nós deram muitas alegrias. – disse Ivaldir Bordignon, agrônomo de Nova Erechim, que viajou 40 km para acender bela na Arena Condá.  

Presentado com uma camisa autografada por Danilo às vésperas do embarque para a Colômbia, Gabriel Acosta, 16 anos, guarda na memória o gesto do ídolo:

 — Já tínhamos cinco ônibus para a final em Curitiba, ficamos só sonhando com a final e deles sobraram só os autógrafos e as fotos. 

À 1h15min, horário do acidente, soará o sino da catedral e o grupo inicia a vigília até o horário da missa, às 18h30min desta quarta-feira.

*Com informações de Darci Debona, Diário Catarinense e Kadu Reis, da Rádio CBN Diário

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— Muita emoção e tristeza , eles poderiam estar aqui – Elton Bourscheid

Foto: Darci Debona / Diário Catarinense

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— A gente torceu tanto para ganhar e aquela defesa do Danilo se soubesse o que iria acontecer. Não tenho vindo mais nos jogos, vim uma vez mas não fiquei até o fim, é estranho não ver eles ali. – Eduardo Ostroski, 18 anos, Almoxarife.

Foto: Darci Debona / Diário Catarinense

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— Ele faz muita falta na empresa, todo o dia nos cumprimentava –  disse Silvania Quadros, que veio com a família para homenagear Daví Barella.

Foto: Darci Debona / Diário Catarinense

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