Líbio é condenado por terrorismo e absolvido por homicídio por mortes de americanos em Benghazi | Mundo

O militante líbio Ahmed Abu Khattala foi condenado na terça (28) por terrorismo pelos ataques em Benghazi em 2012 que mataram o embaixador dos EUA e mais três americanos. Mas um júri federal o inocentou de homicídio, a mais séria acusação associada ao ataque que ele foi acusado de planejar.

O ataque se tornou um tema da campanha presidencial de 2012, com republicanos acusando a administração Obama de deliberadamente enganar o público e obstruir investigações do Congresso, embora oficiais negassem qualquer transgressão. Alguns foram particularmente críticos em relação à maneira como a então secretária de Estado Hillary Clinton lidou com o conflito, que a perseguiu durante sua campanha presidencial no ano passado.

Mas o julgamento de sete semanas de Khattala foi livre de intrigas políticas.

Os jurados o condenaram por quatro acusações, incluindo providenciar apoio material para terrorismo e destruir propriedade e colocar vidas em risco no complexo americano, mas o absolveram de outras 14. Mesmo com o veredito misto, Khattala, de 46 anos, ainda tem a possibilidade de ser sentenciado à prisão perpétua por sua condenação em um crime federal.

Procuradores acusaram Khattala de dirigir o ataque que tinha como objetivo matar pessoal e saquear mapas, documentos e outras propriedades da missão dos EUA em Benghazi. Mas advogados de defesa disseram que as evidencias contra ele eram de má qualidade.

O embaixador Chris Stevens foi morto no primeiro ataque à missão dos EUA, junto com Sean Patrick Smith, um gerente do escritório de informações do Departamento de Estado. Quase oito horas depois, em um complexo da CIA nas proximidades, mais dois americanos, os funcionários de segurança Tyrone Woods e Glen Doherty, morreram em um ataque de morteiro.

Procuradores reconheceram que não tinham evidencias para mostrar que Khattala disparou pessoalmente qualquer tiro, mas alegaram que ele arquitetou a violência por causa de seu ódio à liberdade dos EUA e sua suspeita de que os americanos estavam operando uma base espiã em Benghazi. Eles dizem que Khattala comandava um grupo de milícia com atiradores que podem ser vistos em filmagens de câmeras de segurança carregando armas e uma lata de combustível na noite do ataque. O caso deles se apoiou fortemente no testemunho de informantes, incluindo um que recebeu US$ 7 milhões para se aproximar de Khattala, ajudar o governo a reunir informações sobre ele e garantir sua captura.

Advogados de defesa tentaram desqualificar os informantes como mentirosos que foram pagos por suas histórias. A defensora pública Michelle Peterson disse em sua argumentação final que os procuradores estavam jogando com as emoções dos jurados para disfarçar evidências pobres, incluindo vídeos com imagens borradas nas quais os agentes do FBI frequentemente não identificaram Khattala corretamente. Ele é um homem profundamente religioso que acredita nas leis conservadoras da sharia como descritas no Alcorão, que “não são a mesma coisa que terrorismo”, disse Peterson.

Mas os procuradores argumentaram que as provas eram suficientes para condenar Khattala em todas as acusações.

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