Maia destaca importância do PSDB para aprovar Previdência

BRASÍLIA  –  O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reforçou nesta terça-feira que em nenhum momento afirmou que a data-limite para a votação da reforma da Previdência seria 6 de dezembro. “O ideal é que a Câmara vote a reforma este ano. O próximo ano é muito difícil. O Carnaval é no meio do mês de fevereiro e é difícil você conseguir encontrar calendário para votar a reforma no mesmo mês nas duas Casas. Estou fazendo tudo que eu posso para que a gente acabe de forma definitiva com essa distorção da Previdência”.

Na entrevista, ele destacou a importância do apoio do PSDB para emplacar o texto e disse que a equipe econômica está avaliando as demandas apresentadas pelos tucanos. “Hoje, o PSDB fez uma proposta para retirar três pontos da reforma. Vamos avaliar se esse pedido inviabiliza a aprovação ou não. Sem os votos do PSDB, a gente sabe que é quase impossível chegar a 308 votos”, disse Maia.

Maia negou que os líderes já jogaram a toalha sobre a eventual aprovação da reforma, disse que as negociações estão a todo vapor e que as lideranças do governo na Casa estão contando votos para ter a percepção sobre as chances de aprovação do texto.

Maia informou que pediu ao líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e ao ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) para contabilizarem os votos.

Ele disse que o secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, está estudando a retirada dos pontos para que seja possível avaliar se o texto “fica muito longe dos 50% de economia que a gente está prevendo ou se vai cair muito”. “Se cair muito, talvez a gente perca as condições de votar”, afirmou o presidente da Câmara.

Questionado sobre as medidas provisórias que caducam nesta terça-feira, Maia destacou que o projeto relacionado à renegociação das dívidas do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) será apresentado em forma de projeto de lei ainda nesta semana. Os parlamentares, segundo ele, pretender votar a urgência e tentar votar o texto nesta semana ou, no máximo, na próxima terça-feira.

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