Prisão perpétua para os responsáveis pelos “voos da morte” na ditadura argentina , por Carlos Cué, El País Noblat

Carlos Cué, El País

A Justiça argentina condenou pela primeira vez e com várias sentenças de prisão perpétua os responsáveis pelos “voos da morte”, o sistema de extermínio dos presos políticos durante a ditadura do país que acabou com a vida de 4.000 pessoas, lançadas ao mar desde aviões militares após serem drogadas para adormecer. A sentença encerra o maior julgamento da história do país, com 54 indiciados por crimes cometidos contra 789 vítimas na Escola Superior de Mecânica da Armada (ESMA), o mais conhecido centro da repressão argentina.

Os juízes condenaram ao ex-capitão Alfredo Astiz e a Jorge el Tigre Acosta a prisão perpétua, mas as sentenças mais significativas foram contra o grupo de oito responsáveis materiais pelos “voos da morte”, entre eles Mario Daniel Arru e Alejandro Domingo D’Agostino. Com a decisão, a Justiça comprova a existência do plano sistemático de eliminação, um dos mais cruéis posto em prática no regime argentino, entre 1976 e 1983.

Passaram-se 40 anos, mas a ESMA está quase intacta. isso, Miriam Lewin, que passou dois anos detida ali, pode se colocar no local exato em que os presos eram drogados com Pentotal antes de serem despidos e embarcados em caminhões que os levariam a um avião, do qual seriam lançados ao mar.

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Prisão perpétua para os responsáveis pelos “voos da morte” na ditadura argentina

Argentinos celebram a sentença de prisão perpétua para repressores. (Foto: VICTOR R. CAIVANO AP)

 

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