Renato rechaça time fechado na final da Libertadores: “Vamos jogar para ganhar” | grêmio

Mais do que se resguardar na defesa para não sofrer gols e, assim, erguer o título da Libertadores, o Grêmio vai para cima do Lanús na noite de quarta, em La Fortaleza, no segundo jogo da final da competição. Mesmo que tenha a vantagem da vitória por 1 a 0 na Arena e a possibilidade do empate em seu favor, o técnico Renato Gaúcho prometeu, em entrevista coletiva na tarde desta terça, que a equipe vai “jogar para ganhar”.

Renato garante que equipe terá a mesma postura de toda temporada (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)Renato garante que equipe terá a mesma postura de toda temporada (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)

Renato garante que equipe terá a mesma postura de toda temporada (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)

Com o discurso de respeito ao adversário acima de tudo, com direito a elogios ao time de Jorge Almirón, o treinador tricolor reafirmou o que disse durante 2017. Portaluppi quer manter a postura ofensiva que gerou o 3 a 0 sobre o Barcelona-EQU, em Guayaquil, na semifinal, por exemplo. Na conversa que teve com o grupo no círculo central do estádio La Fortaleza, antes do treino de reconhecimento desta tarde, passou apenas as “últimas lembranças” para o duelo.

– Acima de tudo, muita tranquilidade. Até porque se o Grêmio chegou na final, chegou por méritos. É a parte final, são os outros 90 minutos dos 180. A conversa foi de últimas lembranças. Mas o mais importante é que está todo mundo focado, concentrado. Com todo o respeito ao Lanús, que é uma grande equipe, o Grêmio tem essa pequena vantagem, mas pode ter certeza que vai jogar para ganhar o jogo – assegurou o comandante.

“A pressão existe, principalmente se tratando de uma final de Libertadores. A arquibancada é próxima do campo. Mas meu time está acostumado a jogar da mesma forma em casa ou fora. Estamos preparados”. (Renato Gaúcho)

Renato lembrou também que a desvantagem dos argentinos lhes fará sair para o jogo em algum momento, pois é preciso reverter o resultado negativo de Porto Alegre. Para aguentar a pressão, característica em uma final de Libertadores, aposta na inteligência de seus comandados para deixar o país vizinho com o tri da América.

– O Lanús, se não começar, mais cedo ou mais tarde vai ter que sair para o jogo. A gente sabe disso. Mas o Grêmio tem sua maneira de jogar. Eles têm nosso respeito, é uma boa equipe, mostrou em Porto Alegre, teve a posse de bola. Mas lá tinham mais tranquilidade, porque era o primeiro jogo. Mais cedo ou mais tarde, vai ter os espaços, e vamos saber aproveitar com inteligência – acrescentou.

O técnico do Grêmio evitou comentar novamente sobre as polêmicas de arbitragem que marcaram o primeiro encontro entre as duas equipes, na Arena. Limitou-se a dizer que trata-se de um caso a ser tratado pela diretoria (veja no vídeo acima). Da mesma forma, preferiu não passar detalhes da estratégia que será colocada em prática na noite de quarta-feira. E rechaçou que o time entre em campo com o regulamento “embaixo do braço”.

– A melhor defesa é o ataque. Não é porque tem a pequena vantagem que vai se acovardar. O regulamento vai entrar em ação na hora certa. O Grêmio tem sua maneira de jogar. Vamos colocar em prática. Não adianta ficar aqui fazendo muitos comentários. Daqui a pouco vou falar coisas que não devo e auxiliar o adversário – frisou.

Lanús e Grêmio entram em campo às 21h45 de quarta-feira no estádio La Fortaleza. O Tricolor tem a vantagem pela vitória por 1 a 0 na Arena, no primeiro jogo. Ou seja, qualquer empate é suficiente para levantar a taça. Se os argentinos devolverem o placar ou vencerem por qualquer resultado com um gol de diferença, a decisão vai para a prorrogação, com possibilidade de pênaltis. Na final, não há saldo qualificado.

Confira os trechos da entrevista coletiva de Renato:

Expectativa e conversa antes do treino

“Acima de tudo, muita tranquilidade. Até porque se o Grêmio chegou na final, chegou por méritos. É a parte final, são os outros 90 minutos dos 180. A conversa foi de últimas lembranças. Mas o mais importante é que está todo mundo focado, concentrado. Com todo o respeito ao Lanús, que é uma grande equipe, o Grêmio tem essa pequena vantagem, mas pode ter certeza que vai jogar para ganhar o jogo”.

“Pressão é normal em qualquer setor de qualque profissão. Em Libertadores, é lógico que vai ter. Acima de tudo, é trabalhar na solução do problema. Temos jogadores experientes, que passam sua experiência aos mais jovens. E vamos jogar. O Grêmio quer ser campeão, o Lanús, também, e vai ter que propor o jogo. O mais importante de tudo é que o Grêmio está pronto”.

Polêmicas com a arbitragem

“A confusão não é problema meu, não vou me meter nisso. Coisas extracampo não cabem a mim, e sim à diretoria do clube”.

“O Lanús, se não começar, mais cedo ou mais tarde vai ter que sair para o jogo. A gente sabe disso. Mas o Grêmio tem sua maneira de jogar. Eles têm nosso respeito, é uma boa equipe, mostrou em Porto Alegre, teve a posse de bola. Mas lá tinham mais tranquilidade, porque era o primeiro jogo. Mais cedo ou mais tarde, vai ter os espaços, e vamos saber aproveitar com inteligência”.

“Domingo de manhã eu fechei o treinamento e treinei minha equipe para o jogo. Ele (jogadores) sabem da maneira que vamos jogar. Não vou falar aqui de que maneira vamos jogar, se vamos pressionar ou não. Na hora do jogo vocês vão ver”.

Pressão, gramado e Kannemann

“A pressão existe, principalmente se tratando de uma final de Libertadores. A arquibancada é próxima do campo. Mas meu time está acostumado a jogar da mesma forma em casa ou fora. Estamos preparados. O gramado é bom, parecido com a Arena. O Bressan é você que está dizendo que vai jogar. O Kannemann é um guerreiro, argentino, muita raça. Mas eu digo que não treino uma equipe, treino um grupo. Qualquer um pode jogar a qualquer momento. Quem entrar, confio plenamente nesse jogador”.

“Têm certas coisas que ficam somente para mim. Fico no meu quarto analisando tudo que pode acontecer. Lógico que o pensamento sempre é o melhor, estou bastante confiante. Preparei esse grupo para dar a volta olímpica esse ano. Nossa chance é a Libertadores. Do outro lado tem um time bem treinado, jogando em casa, mas tenho confiança no meu grupo. Temos 90 minutos pela frente, essa pequena vantagem. Objetivo é conquistar a Libertadores, planejamos o ano todo isto”.

“O Marcelo praticamente foi criado aqui dentro. Tem respeito do torcedor, veste a camisa há vários anos. Tem liderança, o carinho do grupo. Sempre foi um grande goleiro. Já teve suas falhas, é normal. Falei com ele ontem (segunda-feira). Tem nos salvado com defesas maravilhosas. Espero que tenha uma noite iluminada amanhã também, assim como todos os outros jogadores”.

“A melhor defesa é o ataque. Não é porque tem a pequena vantagem que vai se acovardar. O regulamento vai entrar em ação na hora certa. O Grêmio tem sua maneira de jogar. Vamos colocar em prática. Não adianta ficar aqui fazendo muitos comentários. Daqui a pouco vou falar coisas que não devo e auxiliar o adversário”.

“Acho que tudo que poderia que ter feito, a diretoria, eu com o grupo, a gente fez ao longo do ano. Não adianta agora querer inventar e encher a cabeça dos jogadores de coisas. O Grêmio sempre buscou a vitória. Muita gente acha que estou blefando. Mas o Grêmio não veio para a Argentina para se defender, mas para buscar a vitória”.

Lanús com menos ritmo por poupar?

“Cada treinador trabalha seu grupo da sua forma que é melhor. Sempre coloquei o time principal para jogar, na medida do possível, e manter o ritmo. Isto é problema deles. Considero que a equipe tem que estar jogada. Mas temos que ver, colocar em prática o que fez o ano todo. E aproveitar. Espero que o Grêmio conquiste o campeonato antes mesmo da prorrogação”.

Possibilidade de ser campeão como jogador e técnico

“Não tem preço. Não por ser campeão como jogador e agora posso ser como treinador. Eu sou gremista. Praticamente me criei dentro desse clube. Não adianta jogar 10 anos e não ganhar nada. Pode jogar um ano e fazer história. Como se faz história? Ganhando títulos. É muita coisa. Não se encontram palavras para dizer. Posso encontrá-las após a partida, se ganharmos a Libertadores”.

“Já fui jogador, sei o que eles gostam de ouvir. Alguns vieram desacreditados, mas sabia do potencial deles. Comparado aos grandes clubes, o Grêmio não gastou nada. E ainda foi enfraquecido. Perdemos o Maicon, o Douglas, o Pedro Rocha…”

“Que venha para o estádio incentivar a equipe, que não arrume barulho, encrenca. O jogo fica bonito quando tudo acontece em paz”.

“Meu papel é mínimo. Quem joga são os jogadores. Procurei passar a minha experiência, tudo que passei no futebol para eles. Se formos campeões, o mérito é todo para eles”.

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